Quando um importador não consegue mostrar emissões incorporadas verificadas dos seus bens, aplicam-se os valores por defeito da Comissão — definidos de forma conservadora por produto (e com majorações por país), pelo que os valores por defeito custam quase sempre MAIS do que o seu número real.
Os valores por defeito são intensidades de emissões incorporadas ao nível do produto, publicadas pela Comissão Europeia para os períodos transitório e definitivo do CBAM. Lógica: (1) se existirem dados reais e verificados → usá-los; (2) se não → valor por defeito do país exportador; (3) onde os dados do país não são fiáveis → valor por defeito baseado nas instalações da UE com PIOR desempenho mais uma majoração. O sistema foi concebido para tornar a não comunicação a opção mais cara.
| Produto | Intensidade real típica | Porque medir compensa |
|---|---|---|
| Aço (BF-BOF) | ≈1,9 t CO2/t | as instalações modernas batem as médias antigas |
| Cimento (com forte uso de clínquer) | ≈0.7 t/t | misturas de baixo clínquer muito abaixo do valor por defeito |
| Alumínio (direto) | ≈1.6 t/t | o indireto varia 0–15 t consoante a rede |
| Amoníaco | ≈2.0 t/t | SMR eficiente abaixo do valor por defeito |
Tabelas oficiais de valores por defeito: Portal CBAM da CE (atualizado por período — use sempre a publicação atual). A €75.36/t, cada 0,1 t/t de intensidade que consiga provar abaixo do valor por defeito ≈ €7,5 por tonelada de produto poupados.
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