Controlo de fugas no preaquecedor de ar
O controlo de fugas no preaquecedor de ar é o trabalho de minimizar o ar que contorna a combustão ao infiltrar-se diretamente no lado dos gases de combustão de um preaquecedor de ar regenerativo ou recuperativo. A fuga excessiva dilui os gases de combustão, sobrecarrega os ventiladores de tiragem induzida e forçada, e mascara o verdadeiro desempenho de recuperação de calor do preaquecedor.
O que é
Um preaquecedor de ar recupera calor dos gases de combustão para aquecer o ar de combustão, mas nos tipos regenerativos os vedantes rotativos ou estáticos entre os lados do ar e do gás deixam sempre passar algum ar. O controlo de fugas mantém esse cruzamento no seu mínimo de projeto através do ajuste de vedantes, monitorização e reparação atempada. O objetivo é recuperar calor sem bombear parasitariamente ar de combustão diretamente para a chaminé.
Por que é aplicada
O ar que se infiltra através do preaquecedor nunca chega ao queimador — é aquecido, e depois arrastado para fora da chaminé, desperdiçando potência de ventiladores e confundindo o controlo de combustão porque o oxigénio medido nos gases sobe por diluição em vez de excesso de ar real. Fuga elevada força os ventiladores de tiragem a movimentar muito mais massa do que o processo precisa, consumindo energia elétrica, e baixa a queda de temperatura no lado do gás, fazendo o preaquecedor parecer menos eficaz do que é. Controlá-la recupera potência de ventiladores e restaura a medição honesta da combustão.
Como é aplicada
A fuga é quantificada a partir da subida de oxigénio entre a entrada e a saída do preaquecedor no lado do gás, dando uma percentagem que pode ser acompanhada. Os vedantes — radiais, axiais e circunferenciais nas unidades rotativas — são inspecionados e reajustados às suas folgas de projeto, com as tiras de vedante gastas renovadas. A pressão diferencial através do preaquecedor é monitorizada como indicador de colmatação e fuga, e a sopragem de fuligem ou a lavagem é agendada para manter a matriz limpa. Após o trabalho nos vedantes, a medição da subida de oxigénio é repetida para confirmar a melhoria, e o valor é acompanhado para sinalizar deriva.
- Quantificar subida de O2
- Inspecionar vedantes
- Reajustar folgas
- Renovar tiras gastas
- Monitorizar pressão diferencial
- Remedir a fuga
Pontos de atenção
O erro clássico é ler o oxigénio dos gases de combustão a jusante do preaquecedor e afinar a combustão por ele, pelo que o ar de fuga é confundido com excesso de ar e o queimador é operado demasiado pobre. Deixar os vedantes desgastarem-se sem reajuste periódico permite que a fuga suba sem ser notada até a potência dos ventiladores e a temperatura da chaminé a denunciarem. Apertar demasiado os vedantes contra um rotor empenado provoca roçamento, calor e mais dano.
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