Como melhorar a eficiência de fornos industriais
As grandes perdas dos fornos — gases de combustão, perdas pelas paredes, aberturas, carga e relação ar-combustível — e as alavancas práticas que as recuperam.
Para onde vai a energia do forno
Um forno industrial transforma combustível ou eletricidade em calor de alta temperatura para fundir, tratar termicamente, secar ou cozer material. Apenas parte dessa energia acaba no produto; o resto sai como gases de combustão, através das paredes, pelas aberturas e no calor levado por tabuleiros, suportes e pelo próprio produto. Compreender este balanço energético é o primeiro passo para o melhorar, porque indica qual a perda que vale a pena atacar.
Na maioria dos fornos a combustível, a perda dominante são os gases de combustão quentes, muitas vezes a saírem à temperatura de processo. Seguem-se as perdas pelas paredes, a radiação pelas aberturas e o calor absorvido pelos suportes. Cada uma tem um remédio diferente, pelo que um balanço energético rápido se paga a si próprio antes de qualquer despesa.
Relação ar-combustível e controlo da combustão
Tal como em qualquer instalação de combustão, o excesso de ar é aquecido à temperatura do forno e depois deitado fora com os gases de combustão — e como os gases de combustão do forno são muito quentes, cada unidade de excesso de ar custa mais do que custaria numa caldeira. Ar a menos deixa combustível não queimado e pode afetar a atmosfera do forno e o produto.
- Meça o oxigénio dos gases de combustão e, onde possível, o monóxido de carbono para definir a relação, não apenas a temperatura.
- Ajuste para o menor excesso de ar seguro em toda a gama de queima.
- Instale controlo de relação ou ajuste de oxigénio em fornos maiores ou de carga variável.
- Mantenha os queimadores e verifique a relação ar-combustível em cada queimador, não apenas no conjunto.
Como os gases de combustão são tão quentes, apertar a relação ar-combustível é normalmente a ação de maior retorno num forno a combustível.
Recuperar o calor dos gases de combustão
Os gases de combustão quentes são a maior perda e a maior oportunidade. A recuperação mais eficaz devolve o calor ao próprio forno ao pré-aquecer o ar de combustão. Um recuperador ou regenerador transfere calor dos gases de combustão de saída para o ar de entrada, elevando a temperatura de chama e cortando o combustível para o mesmo calor de processo. O ar de combustão pré-aquecido é uma das medidas de eficiência de fornos mais poderosas disponíveis.
Onde o calor não pode ser devolvido ao forno, pode servir outros serviços do site — pré-aquecer cargas, gerar água quente ou alimentar uma caldeira de recuperação. O princípio é o mesmo do resto de uma instalação: não deixar o calor de alto grau sair à temperatura de processo quando algo o pode usar.
Perdas pelas paredes, aberturas e em standby
Um forno irradia e conduz calor pelas suas paredes continuamente sempre que está quente. A qualidade do refratário e do isolamento, e a sua condição ao longo do tempo, determinam esta perda; um isolamento degradado ou fino manifesta-se como um casco quente e um consumo de combustível a subir. As aberturas — portas, bocas de carga, janelas de inspeção e fugas — irradiam intensamente e deixam entrar ar frio ou sair gás quente, pelo que mantê-las pequenas, fechadas e vedadas importa mais do que os operadores muitas vezes esperam.
As condutas, os coletores e o corpo do forno fora do refratário ficam frequentemente com isolamento nu ou danificado, sobretudo em torno dos pontos de acesso. Como estas perdas ocorrem durante todo o tempo em que o forno está quente, restaurar o isolamento nas superfícies expostas é um dos ganhos de eficiência mais seguros, sem efeito no processo.
Carga, suportes e prática de operação
A forma como um forno é operado importa muitas vezes tanto como a forma como é construído. Aquecer suportes, tabuleiros e cestos desperdiça combustível em metal que não é o produto, pelo que suportes leves e de baixa massa pagam-se em cada ciclo. Operar um forno de lotes a meia carga, ou mantê-lo quente entre ciclos subutilizados, espalha as perdas em standby por pouco produto e faz subir a energia específica.
- Maximize a carga útil por ciclo de aquecimento.
- Minimize a massa de suportes e tabuleiros aquecidos com o produto.
- Evite a marcha em vazio desnecessária à temperatura; adeque a operação à procura.
- Controle o aquecimento e o arrefecimento para limitar o sobreaquecimento e o reaquecimento.
Atmosfera, controlos e monitorização
Muitos fornos mantêm uma atmosfera controlada para o processo. As fugas e a purga excessiva desperdiçam tanto o gás de atmosfera como a energia usada para o aquecer, pelo que uma vedação apertada e caudais bem dimensionados servem tanto a eficiência como a qualidade.
A sustentar tudo isto está a medição. Acompanhar o combustível ou a energia por unidade de produto, a temperatura e o oxigénio dos gases de combustão, e a temperatura do casco transforma a eficiência do forno numa métrica em tempo real, em vez de uma adivinhação anual. As ferramentas de monitorização de energia e de análise de processo assinalam a deriva — uma temperatura de chaminé a subir, uma relação ar-combustível a deslizar, uma energia específica a piorar — para que os problemas sejam corrigidos antes de se tornarem custo enraizado.
Perguntas frequentes
Qual é a maior perda de energia num forno?
Na maioria dos fornos a combustível são os gases de combustão quentes, que muitas vezes saem à temperatura de processo. Como esse gás é tão quente, o excesso de ar e a falta de recuperação de calor são dispendiosos, e é por isso que o controlo ar-combustível e a recuperação são as medidas de maior retorno.
Como é que o pré-aquecimento do ar de combustão melhora um forno?
Um recuperador ou regenerador transfere calor dos gases de combustão de saída para o ar de combustão de entrada. O ar pré-aquecido eleva a temperatura de chama e reduz o combustível necessário para o mesmo calor de processo, recuperando uma grande parcela do que de outra forma se perderia pela chaminé.
Por que a prática de carga afeta a eficiência do forno?
As perdas em standby e pelas paredes ocorrem sempre que o forno está quente, independentemente da quantidade de produto lá dentro. Operar um forno subcarregado, ou aquecer suportes pesados com o produto, espalha essas perdas por menos produto útil e aumenta a energia usada por unidade de produto.
Vale a pena tratar as perdas pelas paredes e aberturas do forno?
Sim. Ocorrem continuamente enquanto o forno está quente, pelo que um isolamento degradado, condutas nuas e aberturas abertas ou com fugas somam. Restaurar o isolamento nas superfícies expostas e manter as aberturas pequenas e vedadas são ganhos fiáveis que não afetam o processo.
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