Otimização de ventiladores e VFD

Os ventiladores movem ar para ventilação, combustão, secagem e arrefecimento — e, tal como as bombas, são muitas vezes controlados por amortecimento com desperdício. Como os variadores de velocidade e uma melhor conceção do sistema reduzem a energia dos ventiladores.

Os ventiladores seguem as mesmas regras das bombas

Os ventiladores e as bombas são ambos máquinas rotativas que movem fluido contra resistência, e desperdiçam energia das mesmas formas. Uma grande parcela da eletricidade industrial vai para mover ar — para ventilação, combustão, secagem, transporte e arrefecimento — e muita dela é controlada de forma ineficiente. Tal como nas bombas, a máquina raramente é o problema principal; o método de controlo e o sistema é que o são.

Como os ventiladores funcionam frequentemente de forma contínua e estão muitas vezes sobredimensionados para condições de pior caso que raramente atingem, a diferença entre como funcionam e como poderiam funcionar é normalmente grande.

Os registos desperdiçam, o controlo de velocidade poupa

A forma tradicional de reduzir o caudal de ar é fechar um registo, estrangulando o ar enquanto o ventilador continua a girar à velocidade máxima. A energia perdida através desse registo é puro desperdício. As leis dos ventiladores explicam por que o controlo de velocidade é tanto melhor: o caudal de ar cai em proporção à velocidade, mas a potência que um ventilador consome cai aproximadamente com o cubo da velocidade. Abrandar um ventilador em 20% pode cortar a sua potência em cerca de metade.

Instalar um variador de velocidade e adequar a velocidade do ventilador à procura real — em vez de amortecer o excedente — é, por isso, uma das medidas de energia mais eficazes nos sistemas de movimentação de ar com carga variável.

Dimensionamento correto e efeito de sistema

Os ventiladores sobredimensionados funcionam de forma ineficiente e ruidosa, e a capacidade excedente acaba normalmente amortecida. Dimensionar o ventilador para o serviço real, em vez de para um pior caso conservador, evita esse desperdício incorporado. Igualmente importante é como o ventilador é instalado: curvas acentuadas, más condições de entrada e condutas mal concebidas perto do ventilador criam perdas de 'efeito de sistema' que forçam o ventilador a trabalhar mais do que os cálculos das condutas sugerem.

Melhorar as condições de entrada e de saída, suavizar as transições das condutas e remover restrições desnecessárias reduzem todas a resistência que o ventilador tem de vencer, permitindo que um ventilador mais pequeno ou mais lento entregue o mesmo ar.

Para onde vai o ar

Tal como no ar comprimido, o ar mais barato de mover é o ar que não se move. A ventilação a funcionar a plena taxa quando os espaços estão desocupados, a extração dimensionada para o pico a funcionar no pico o dia inteiro, e as fugas nas condutas desperdiçam todas energia de ventilador continuamente. O controlo baseado na procura — ligando a velocidade do ventilador à temperatura, à ocupação ou à necessidade do processo — garante que o sistema entrega apenas o que é necessário, quando é necessário.

Vedar as fugas das condutas e manter os filtros e as serpentinas limpos também importa: um filtro entupido aumenta a resistência e consome mais potência para o mesmo caudal de ar.

Controlo, manutenção e monitorização

As maiores poupanças nos ventiladores vêm de um bom controlo: um variador de velocidade ligado a um sinal de procura sensato, para que o ventilador acompanhe continuamente a saída à necessidade. Para além disso, a manutenção de rotina — filtros e serpentinas limpos, tensão de correia correta ou acionamento direto, impulsores equilibrados — mantém o ventilador próximo da sua eficiência de projeto.

Monitorizar a energia do ventilador a par do caudal de ar e da pressão revela a deriva e confirma que as alterações de controlo realmente pouparam energia. Combinado com a monitorização de condição para apanhar cedo avarias de rolamentos e desequilíbrios, isto transforma a movimentação de ar de um encargo fixo num sistema gerido e otimizado.

Perguntas frequentes

Por que um VFD é melhor do que um registo para controlar um ventilador?

Um registo estrangula o caudal de ar enquanto o ventilador continua a funcionar à velocidade máxima, desperdiçando energia através da restrição. Um variador de velocidade abranda o ventilador para acompanhar a procura e, como a potência do ventilador cai aproximadamente com o cubo da velocidade, uma pequena redução de velocidade corta a potência acentuadamente — muito mais do que o amortecimento.

Quais são as leis dos ventiladores?

Descrevem como o desempenho de um ventilador muda com a velocidade: o caudal de ar muda em proporção à velocidade, a pressão com o quadrado da velocidade e a potência com o cubo da velocidade. A relação cúbica é a razão pela qual abrandar um ventilador para acompanhar a procura poupa tanta energia em comparação com a estrangulação.

Como reduzo o consumo de energia dos ventiladores?

Substitua o controlo por registo por variadores de velocidade em cargas variáveis, dimensione os ventiladores para o serviço real, corrija as más condições de entrada e de conduta que acrescentam resistência, ligue a velocidade do ventilador à procura real, vede as fugas das condutas, mantenha os filtros e as serpentinas limpos e monitorize a energia face ao caudal de ar.

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